domingo, 9 de outubro de 2011

Prêmio Nobel da Paz nas mãos das Guerreiras da Paz e da Democracia!


Que alegria o exemplo de cidadania e luta das três ativistas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee, ambas liberianas, e Tawakkul Karman, do Iêmen, vencerem o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

A grande luta pelos direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres na construção de um mundo mais pacífico.
A ativista Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente em uma nação africana, a Libéria. Desde que tomou posse, em 2006, ela vem contribuindo para assegurar a paz no país, segundo o anúncio, para promover o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o status da mulher na sociedade.

"Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo ao menos que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o comitê.

A ativista Liberiana, Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres independentemente de diferenças étnicas e religiosas na Libéria para colocar um fim na guerra no país e assegurar a participação feminina nas eleições. Ela vem promovendo a influência da mulher no oeste africano.

"O comitê espera que Sirleaf, Gbowee e Karman ajudem a colocar um fim na opressão das mulheres que ainda ocorre em muitos países e a deixar claro o grande potencial que as mulheres representam para a democracia e para a paz".


A ativista do Iêmen, Tawakkul Karman, mesmo nas situações mais difíceis antes e durante a Primavera Árabe, teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela busca da democracia e da paz no Iêmen.

O Nobel da Paz reconheceu o esforço e a incansável luta das defensoras dos direitos das mulheres, comprometidas com a democracia e justiça de países que discriminam e subjugam as mulheres.

Parabéns mulheres guerreiras, sinto-me contemplada  na luta de cada minuto de suas vidas; pois, com certeza, não inclui apenas os direitos das mulheres de seus países, mas  por todas nós, por todas as mulheres do  mundo. Obrigada!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

COMO LIDAR COM O DESEJO INFINITO? (Do Leonardo Boff, Filósofo e Teólogo)

O desejo não é um impulso qualquer. É um motor que põe em marcha toda a vida psíquica. Ele goza da função de um princípio, traduzido pelo filósofo Ernst Bloch por princípio esperança.  Por sua natureza, não conhece limites como já foi visto por Aristóteles e por Freud. A psiqué não deseja apenas isto o aquilo. Ela deseja a totalidade. Não deseja a plenitude do homem, procura o super-homem, aquilo que ultrapassa infinitamente o humano como afirmava Nietzsche. O desejo se apresenta infinito e confere o caráter de infinito ao prejo humano.

O  desejo torna dramática e, por vezes, trágica a existência. Mas também, quando realizado, uma felicidade sem igual. Estamos sempre buscando o objeto adequado ao nosso desejo infinito. E não o encontramos no campo da experiência cotidiana. Aqui somente encontramos finitos.

Produz grave desilusão quando o ser humano identifica uma realidade finita como sendo o objeto infinito buscado. Pode ser a pessoa amada, uma profissão sempre ansiada, a casa dos sonhos. Chega o momento que, geralmente, não tarda muito, em perceber uma insatisfação de base e sentir o desejo por algo maior.

Como sair deste impasse, provocado pelo desejo infinito? Borboletar de um objeto a outro, sem nunca encontrar repouso?

Temos que nos colocar seriamente na busca do verdadeiro objeto de nosso desejo. Entrando in medias res, vou logo respondendo: este é o Ser e não o ente, é o Todo e não a parte, é  Infinito e não o finito. Depois de muito peregrinar, o ser humano é levado a fazer a experiência do cor inquietum (coração inquieto) de  Santo Agostinho: Tarde te amei,  ó Beleza tão antiga e tão nova.Tarde de te amei. Meu coração inquieto não descansará enquanto não respousar em Ti. Só o Infinito Ser se adequa ao desejo infinito do ser humano e lhe permite descansar.

O desejo envolve energias vulcânicas poderosas. Como lidar com elas? Antes de mais nada, se trata de acolher, sem moralizar, esta condição desejante. As paixões puxam o ser humano para todos os lados. Algumas o atiram para a generosidade e outras para o egocentrismo. Integrar, sem recalcar tais energias, exige  cuidado e não poucas renúncias.

A psiqué é convocada a construir uma síntese pessoal que  é a busca do equilíbrio de todas as energias interiores. Nem fazer-se vítima da obsessão por uma determinada pulsão, como  por exemplo, a sexualidade, nem recalcá-la como se fosse possível emasculhar-lhe o vigor. O que importa é integrá-la como expressão de afeto, de amor e de estética e mantê-la sob vigilância pois temos a ver com uma energia vital não totalmente controlável pela razão mas por vias  simbólicas de sublimação e por outros  propósitos humanísticos. Cada um deve aprender a renunciar no sentido de uma ascese que liberta de dependências e cria a liberdade interior, um dom dos mais apreciáveis.

Outra forma de lidar com o desejo infinito é pela precaução que nos previne das ciladas da própria vulnerabilidade humana. Não somos onipotentes, nem deuses, inatingíveis ao fracasso. Podemos mostrar-nos fracos e, por vezes, covardes. Mas podemos precaver-nos contra situações que nos poderão fazer cair e perder  o Centro.

Talvez uma chave inspiradora nos seja oferecida por C. G. Jung com sua proposta de construir, ao largo da vida, um processo de individuação. Este possui uma dimensão holística: assume com destemor e humildade todas as pulsões, imagens, arquétipos, luzes e sombras. Ouve o rugir das feras que o habitam mas também o canto do sabiá que o encanta. Como criar uma unidade interior cujo efeito seja o equilíbrio dos desejos, a vivência da liberdade e da alegria de viver?

C. G. Jung sugere que cada um procure criar um Centro forte, um Self unificador que tenha a função que o sol possui no sistema solar. Ele sateliza ao seu redor todos os planetas. Algo semelhante deve ocorrer com a psiqué: alimentar um Centro pessoal que tudo integre, com  reflexão e com interiorização. E não em último lugar, com o cultivo do Sagrado e do Espiritual.  A religião, como instituição, não raro cerceia a vida espiritual por excesso de doutrinas e de normas morais demasiado rígidas. Mas religião como espiritualidade desempenha uma função fundamental no processo de individuação. Cabe a ela ligar e re-ligar a pessoa com seu Centro, com todas as coisas, com o universo, com a Fonte originária de todo o ser, dando-lhe um sentimento de pertença.

A falta da integração da energia do desejo se manifesta pela dilaceração das relações sociais, pela violência assassina praticada em escolas ou nas matanças de pessoas negras, pobres e homoafetivos.

Lidar com as forças do desejo implica, pois, uma preocupação pela sanidade social. Não se poderá passar ao lado da educação humanística, ética e cidadã que eduque o desejo. O grande obstáculo reside na lógica mesma do sistema imperante que exaspera o desejo de ter, descuidando dos valores civilizatórios, da gentileza, do bom trato e do respeito a cada pessoa. Ao contrário, os meios de comunicação de massa exaltam o desejo individual e a violência para resolver os conflitos humanos.

A globalização como fenômeno humano, nos obrigará a moderar os desejos pessoais em favor dos coletivos e assim tornar mais equilibrada e amigável a coexistência humana. Como desejamos tempos favoráveis!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sempre pelo direito à Vida!


A ciência revela que o universo, nosso planeta e a vida estão comprometidos com um processo de evolução.

Mais de duzentos anos atrás um dos maiores filósofos de maior influencia de todos os tempos, Immanuel Kant, escreveu: “Duas coisas me enchem de admiração e estarrecimento crescentes e constantes, quanto mais tempo e mais sinceramente fico refletindo acerca delas: os céus estrelados lá fora e a Lei Moral aqui dentro.

A ciência começa a responder a pergunta sobre a complexidade da vida com uma linha do tempo. Sabemos hoje que o universo tem aproximadamente 14 bilhões de anos. E a terra tem 4,55 bilhões de anos, com um erro estimado em apena 1%.

Os primeiros espécimes que reconhecemos como homo sapiens datam cerca de 195 mil anos atrás.

A genética e a embriologia modernas oferecem um relato bastante detalhado sobre o desenvolvimento da vida humana. Esta começa com a união do óvulo e do espermatozóide, e continua a crescer até o nascimento da criança.

Diante da preservação da vida é fundamental priorizar a vida das mulheres e das crianças: Não há impasse, há um descaso enorme dos governos em promover políticas públicas de prevenção à gravidez indesejada, em oferecer uma política de maior atenção aos jovens, de propor um diálogo aberto aos direitos sexuais das crianças e jovens; falta uma política na construção de valores éticos, evidenciado pela população, quando seus direitos à uma vida digna são violados.  Portanto, negligenciar a educação é promover grandes danos a civilização.

Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para seres humanos por meio da morte de outros, no caso crianças não nascidas. Há um elo indissolúvel entre a prática do aborto, o massacre do Carandiru, a chacina da Candelária e outras agressões à vida: o ser humano é encarado como objeto descartável.

Difícil e indigno e imoral é a violência contra a infância abandonada, o surpreendente crescimento da violência infanto-juvenil, o clima de insegurança que se respira nos grandes centros urbanos, uma conseqüência da irresponsabilidade da política perversa, capitalista e cruel que incide na cultura da morte.

Não há dúvida de que aqueles que lideraram a Inquisição achavam estar executando uma atividade altamente ética. Os donos de escravos se achavam éticos em aprisionar e explorar homens, mulheres e crianças.  Hoje, os homens-bomba suicidas do islamismo e os doutores, donos de clínicas de aborto, com certeza também estão convictos de sua justiça moral, mesmo matando vidas.

A dignidade humana pressupõe igualdade de direitos, da mulher e da criança, o direito à vida!

domingo, 25 de setembro de 2011

O mártir

MARCELO NINIO
ENVIADO ESPECIAL A SIDI BOUZID (TUNÍSIA)





Folha visita cidade na Tunísia em que imolação do vendedor de frutas Mohamed Bouazizi deu início à Primavera Árabe

A cidade de Sidi Bouzid não merece menção nos guias turísticos da Tunísia, mas já tem lugar garantido nos livros de história como o berço da Primavera Árabe.
Para os moradores, a revolução ainda é uma promessa. Há mais liberdade, todos admitem, mas persiste a opressiva desigualdade social que foi um dos principais combustíveis do levante.
Até o começo do ano, eram raros os estrangeiros que apareciam nesta sonolenta cidade rural de 40 mil habitantes, no centro do país e longe das praias que atraem milhões de europeus todos os anos.
A reviravolta que colocou Sidi Bouzid no mapa e incendiou o Oriente Médio começou por volta de 11h30 de 17 de dezembro de 2010. Parecia um dia como outro qualquer, dizem moradores que viram a cena. Não era.
Depois de ser humilhado por uma fiscal da prefeitura e ficar sem a balança que usava para vender frutas e verduras, o ambulante Mohamed Boauzizi, 26, ateou fogo ao próprio corpo.
O gesto deflagrou uma onda de protestos que levou à fuga do ditador Zine Ben Ali, depois de 23 anos no poder.
O impensável acontecera: uma revolta popular derrubava um ditador árabe.
Mais surpreendente ainda, uma cidade desconhecida, de um país estrategicamente insignificante, deu origem ao terremoto que já destronou déspotas em outros dois países, Egito e Líbia, e continua a chacoalhar a região.
Bouazizi ficou duas semanas internado e chegou a ser visitado por Ben Ali. "Ele morreu sem saber que seu ato de desespero inspirou revoluções no país e em toda a região", diz Bougy, motorista de Sidi Bouzid que conheceu Bouazizi ainda criança.
Nove meses depois, os sentimentos dos moradores da cidade em relação à revolução são difusos. Bouazizi virou herói mundial e seu nome batiza avenidas e praças Tunísia afora, inclusive aquela em que ele se imolou.
"Ter o sobrenome mais famoso da Tunísia não me ajuda em nada", diz o agricultor Hedi Bouazizi, 28, primo de Mohamed. Sentado num café a poucos metros da praça, ele explica: "Continuo pobre e sem dinheiro para casar".
Guardadas as diferenças culturais, Sidi Bouzid lembra uma cidade do interior do Brasil, com gente batendo papo em cadeiras na calçada. O clima é familiar, todos se conhecem pelo nome. É fácil ouvir histórias sobre o herói.
"Ele era um bom sujeito, perdeu o pai cedo e teve que largar a escola depois do primário para ajudar a sustentar a mãe", conta o professor de francês e árabe Said Ghanmi, contrariando a versão corrente de que Mohamed tinha diploma universitário.

GANHA-PÃO
Amigos contam que Mohamed e outros ambulantes viviam "jogo de gato e rato" com os fiscais, pois não tinham licença para trabalhar.
Sua rotina era acordar todo dia às 5h e ir até o mercado central da cidade, onde pegava frutas e verduras por consignação para vender no centro. Nunca fazia mais do que 10 dinares por dia (R$ 12).
Ao ficar sem a balança que garantia seu ganha-pão, Mohamed foi protestar na prefeitura. Saiu escorraçado, depois de levar um tapa na cara da fiscal.
Wissem Dhaoui, 29, amigo de infância, diz que não se surpreendeu com os protestos que o gesto de Mohamed provocou. "A insatisfação era enorme. Só faltava uma faísca para explodir tudo", conta ele, que não considera o amigo um mártir, já que o suicídio é proibido pelo islã.
Embora ainda convivam com a desigualdade e a pobreza, os moradores de Sidi Bouzid admitem que o clima mudou desde a revolução.
"Na época de Ben Ali só abríamos a boca no dentista", brinca o estudante Khatem Elbeji, 23. "Hoje as pessoas falam o que quiserem."
Assim como no resto da Tunísia, a figura mais odiada continua a ser a ex-primeira-dama Leila Trabelsi, tida como a líder da cleptocracia familiar que tomou o país.
Mas também sobram farpas para uma mulher mais próxima, a mãe de Mohamed Bouzazi. Muitos não perdoam o fato de ela ter se mudado para Túnis com a ajuda do governo. "Ela ganhou uma fortuna com a desgraça do filho", diz Wissem.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chancela - Por Marina Silva - Da Folha de São Paulo 23.09

Apesar da rica discussão feita pelos senadores na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), foi aprovado sem alteração o relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) ao projeto da Câmara que muda o Código Florestal.

Foram apontadas várias inconstitucionalidades no texto, mas a comissão atendeu o apelo do relator e rejeitou as 11 emendas mais importantes destacadas pelos senadores.

O argumento principal foi a complexidade das emendas e a dificuldade em analisá-las naquele momento.

Repetem-se os erros ocorridos na Câmara. Primeiro, por atropelar a discussão para produzir uma lei que seja boa e contemple as contribuições de vários setores da sociedade. Não entendo essa lógica em que os problemas são reconhecidos, mas não corrigidos porque deve-se aprovar um texto num prazo que não se sabe por que ou quem o estabeleceu.

Segundo, por chancelar e concentrar poder nas mãos de quem não demonstra imparcialidade. O governo não dialogou com o Congresso para evitar que o mesmo senador fosse relator em três das quatro comissões em que o projeto vai tramitar -quando governador de SC, Luiz Henrique sancionou lei que está sendo contestada em sua constitucionalidade, porque fere o Código Florestal em vigor.

Sua responsabilidade ficou maior, pois assumiu a tarefa de acolher emendas nas outras comissões em que é relator -a de Agricultura e a de Ciência e Tecnologia.

Maior ainda é a responsabilidade do senador Jorge Viana (PT-AC), relator na Comissão de Meio Ambiente, que também respaldou essa equivocada estratégia. Haverá uma muita cobrança para que ele contemple as contribuições dos demais senadores, que foram prejudicadas na CCJ. São 96 emendas ignoradas.

Jorge Viana parece ter transferido ao colega esse lugar de mediador capaz de apresentar um texto mais equilibrado do que o que veio da Câmara. Não há uma manifestação por parte do líder do governo nem uma posição clara do líder do PT. Na Câmara, o líder petista Paulo Teixeira (SP), com outros dois partidos, o PSOL e o PV, fez um contraponto ao texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP).

De positivo, há a retirada do trecho que conferia aos Estados poder de estabelecer os próprios critérios de supressão da vegetação nativa, o que levaria a uma disputa pela menor proteção possível e atrairia investimentos predatórios.

É muito pouco. O que deveria ser tratado com todo o cuidado, com visão estratégica, vai se apequenando, preso a interesses particulares.

O Código Florestal não é só a salvaguarda para as florestas: é também garantia de qualidade de vida nas cidades, já tão desfiguradas. Trata-se da legislação que permitirá constituir -ou não- a próspera economia verde do século 21.

MARINA SILVA escreve às sextas-feiras nesta coluna.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Tortura! Brasil mostra a sua cara! De verdade!

A criação da Comissão foi proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2009. O texto diz que a comissão busca trazer à tona a verdade  sobre o período militar. 

Só não sei até que ponto essa Comissão da Verdade será totalmente de verdade!

O projeto de lei diz que a Comissão não terá poderes para punir agentes da ditadura. As investigações incluem a apuração de autoria de crimes como tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, perdoados com a Lei da Anistia, de 1979.

A comissão terá dois anos para produzir um relatório, com conclusões e recomendações. Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.

O texto foi alterado muitas vezes para atender aos militares, que temiam uma revisão da Lei da Anistia. Sancionada em 1979, durante a redemocratização, a lei impede a responsabilização penal por crimes políticos perpetrados durante a ditadura militar (1964-1985). Ainda durante as negociações, o período de análise foi ampliado, passou de 1964-1985 para 1946-1988. 

A Secretaria Especial de Direitos Humanos criou comitês representativos em 27 estados, para juntos à sociedade civil cosntruírem um maior diálogo e buscarem maior celeridade e eficiência da Lei.

Espero realmente que as verdades sejam apuradas com responsabilidade e que o governo não tenha que barganhar vidas desaparecidas, corpos que não se acharão, marcas indeléveis, pois os familiares e amigos destas pessoas continuam  esperando que a dignidade humana seja restaurada, pelo menos como informação “daqueles” que fazem parte de uma história mal contada e muito triste! Pois diferentemente de outros países da América do Sul, estamos tardiamente começando uma apuração e timidamente, ou covardemente, dizendo a verdade, ou melhor tentando dizer a verdade, vamos ver.

Que essa Comissão da Verdade, que foi aprovada ontem pela Câmara dos Deputados não envergonhe brasileiros e brasileiras com o que a história não fez, com a impunidade dos militares, com a omissão dos governos!

Tortura! Nunca Mais!

domingo, 18 de setembro de 2011

Rio Grande Agoniza!



Impressiona-me ainda ler matérias absurdas, que evidenciam a falta de consciência pela preservação do planeta.

Na cidade de Barreiras/Ba, dia 11/09, foram recolhidos 3,5 toneladas de lixo no leito e nas margens do Rio Grande, pela população, com apoio de instituições públicas.

Não é a primeira vez que esse movimento é realizado pela comunidade, mas foi a primeira vez que o lixo recolhido foi depositado na praça central Landulfo Alves, como forma de chamar a atenção, estampando a vergonha por atitudes, no mínimo, irresponsáveis!

É comum aqui na Bahia os rios serem confundidos como depósitos de lixo e objetos, como camas, sofás, animais mortos, material químico, pilhas, etc.; ou seja, as pessoas não querem pra si os objetos e como solução compreendem que o rio seja o melhor e maior depósito.

Os rios brasileiros já agonizam por falta de saneamento, o precário tratamento de esgotos e fossas residenciais e ainda recebem as toneladas de entulhos, lixos... 

Imprescindível Educação Ambiental, com objetivo central de resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da sua responsabilidade em preservar e o meio ambiente. A previsão é que em 2050 cerca de 2 bilhões de pessoas sofram com a escassez de água. E apenas 3% da água terrestre é própria para o consumo. 

Hoje o mundo coloca como tema central a discussão da preservação do meio ambiente, Conferência do Clima, Rio+20, economia verde, efeito estufa, poluição, temas vitais à nossa vida e as pessoas não se responsabilizam pelo descarte correto do seu lixo, inacreditável! 

Estamos diante de momentos críticos na história da Terra, em que as pessoas devem escolher o seu futuro. O mundo dialoga formas dignas de sobrevivência como superação de grandes mudanças climáticas, rumo a uma sociedade mais sustentável, baseada no respeito ao meio ambiente, à natureza e  nos direitos humanos. 

A diversidade de culturas soma esforços com foco na responsabilidade com a biodiversidade e todos os seres, nossos irmãos, portanto, é nosso dever cuidar, preservar e respeitar nosso Planeta, que nos acolhe e tudo nos dá em abundância.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Relação dos deputados que traíram os servidores estaduais da Bahia

Na semana passada, atendendo a um pedido do governador Jaques Wagner, a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou um projeto que limita o número de consultas ao Planserv, o plano de saúde dos servidores, dependentes e familiares. Ou seja, o que era ruim, vai piorar. 

 Os 39 deputados que traíram o povo são os seguintes:

Luiza Maia (PT), Bira Coroa (PT), Adolfo Menezes (PRP), Alan Sanches (PMDB), Álvaro Gomes (PCdoB), Ângela Souza (PSC), Cacá Leão (PP), Carlos Ubaldino (PSC), Cláudia Oliveira (PTdoB), Delegado Deraldo (PSL), Euclides Fernandes (PDT), Eures Fernandes (PV), Fabrício Falcão (PCdoB), Fátima Nunes (PT), Ivana Bastos (PMDB), J. Carlos (PT), Joacy Dourado (PT), João Bonfim (PDT), Joseildo Ramos (PT), Marcelino Galo (PT), Maria del Carmen (PT), Maria Luiza Laudano (PTdoB), Mário Negromonte Júnior (PP), Nelson Leal (PSL), Neuza Cadore (PT), Pastor José de Arimatéia (PRB), Pastor Sargento Isidório (PSB), Paulo Rangel (PT), Roberto Carlos (PDT), Ronaldo Carletto (PP), Rosemberg Pinto (PT), Sidelvan Nóbrega (PRB), Temóteo Brito (PMDB), Yulo Oiticica (PT), Zé Neto (PT) e Zé Raimundo (PT).

Por outro lado, 20 parlamentares disseram não ao absurdo aprovado na Assembleia:
Adolfo Viana (PSDB), Augusto Castro (PSDB), Bruno Reis (PRP), Capitão Tadeu (PSB), Carlos Geilson (PTN), Coronel Gilberto Santana (PTN), Elmar Nascimento (PR), Graça Pimenta (PR), Herbert Barbosa (DEM), Leur Lomanto Júnior (PMDB), Luciano Simões (PMDB), Luizinho Sobral (PTN), Maria Luiza Barradas (PSC), Paulo Azi (DEM), Pedro Tavares (PMDB), Reinaldo Braga (PR), Sandro Régis (PR), Targino Machado (PSC), Tom Araújo (DEM) e Vando (PSC). Outros quatro deputados não votaram: Aderbal Caldas (PP), Gildásio Penedo Filho (DEM), Rogério Andrade (DEM) e Marcelo Nilo (PDT), que, como presidente da AL, só vota em caso de empate.


O que muda?

Os servidores terão direito a 12 consultas anuais, dez atendimentos de emergência (os procedimentos realizados durante este período não entram na cota), 30 exames e, para criança de até 12 anos, o plano prevê 24 franquias. Quem sofre de doença crônica não terá o fator de moderação.